02-05-2008

  FELICIDADE, A ETERNA BUSCA

Aristóteles (384 a.C), no seu tempo, já dizia que a maior meta do homem é a felicidade. Mas, como alcançá-la....?

Ao longo da nossa trajetória, o homem dedicou-se sempre a grandes objetivos, ampliando territórios, subjugando outros povos, guerreando de todas as formas para conquistar e manter-se no poder, crente que tão palpável quanto o acúmulo de seus bens materiais, a felicidade, então plena, estaria ali.

Já, o renomado filósofo grego, Tales de Mileto (640 a.C), dizia que a felicidade consistia em gozar de boa saúde, possuir bens materiais em quantidade moderada e não viver uma vida de ócio e ignorância. Porém, como limitar os desejos, não ser seduzido pelo ócio, fugir do conforto da ignorância e ter um corpo sempre saudável?

O conceito de felicidade ficou reduzido e dependente de um padrão social, onde quem tem mais, pode mais e conseqüentemente é mais feliz, contradizendo o velho e sábio ditado que: “dinheiro não traz felicidade”.

Porém, a própria história tem nos mostrado que a felicidade é um desafio interno, num processo de auto-conhecimento e à forma como reagimos aos fatores externos de nosso dia-a-dia.

A intensidade dos momentos de alegria, prazer e euforia tornaram-se medidores de felicidade, deixando em segundo plano os momentos de paz, de reflexão, de caridade, de paciência e tantos outros e infinitos acontecimentos que preenchem nosso dia, promovendo nossa interação com o meio e nos fazendo reagir das formas mais distintas possíveis.

Porém, quanto mais se estuda a mente humana mais em moda fica a velha frase, revelando formulas fáceis para essa busca desmedida e incansável do homem. Autores e editoras faturam milhões todos os anos com a venda de novas receitas para essa eterna busca.

Sem compreender esse universo de 14 bilhões de células e uma possibilidade infinita de conexões e percepções, nos homens temos sofrido com medos, angustias, enfermidades e tantos outros males que nos acompanham. Verdadeiros fantasmas a nos rondar, e ao menor descuido rouba-nos o maior de todos os bens, a felicidade que nem sabíamos possuir.

Pois, é...! A vida tem dessas coisas. Quantas vezes só damos valor a alguém ou alguma coisa quando a perdemos. A maioria de nós nasce equipado com todos os mecanismos para sentir-se feliz, porém ao longo do aprendizado da vida mudamos a regulagem de nossos sistemas. E, aquela velha capacidade de se divertir com as pequenas coisas, fica no passado embolorado da infância.

Toda felicidade que há a nossa volta e dentro de nós não precisa ser ignorada em função de sonhos maiores. Podemos sonhar, planejar, conquistar, num constante estado de alegria e gratidão. Como conseguir isso...? Tentando!

 
  Publicado por Alda Andreia Therkovsky, às 13:52:49
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