
Ninguém nos livra do desejo
Um vírus poderoso que causa angústia e ansiedade
Ataca o cérebro com sede voraz
Salta aos olhos num brilho inquietante
Nem todos sofrem desse mal
Alguns se contentam com a paz
Mas, nos tempos quentes de fevereiro
Quando a lua reluz iluminando a avenida, as pessoas contaminadas saem às ruas em busca da cura
O alívio vem em overdose de música
O corpo das vítimas sacodem-se num ritmo sensual e inovador
A insanidade dos enfermos é tanta que andam em bandos, num multicolorido de credos e raças
Ali mesmo alguns curiosos inocente são infectados, flagrados agitando-se com dissimulada discrição
Sem piedade o vírus se alastra, não poupando idade, contagiando a todos com a alegria do carnaval